Territorialidades indígenas: dinâmica da mobilidade dos Palikur do baixo Oiapoque, na fronteira franco-brasileira (1996 – 2016)
Territorialités indigènes : Dynamiques de mobilité des Palikur du Bas Oiapoque, à la frontière franco-brésilienne (1996 - 2016)
2019
OHM Project
Oyapock OHM
Leader : Gomes Jean
Project leader’s laboratory : LEEISA- (Laboratório de Ecologia, Evolução e Interações de Sistemas Amazônicos - UG, CNRS, IFREMER)
Full address of laboratory : Estrada Montabo 275 - Cayenne BP 70620 97334
Coauthor(s) : Gutemberg de Vilhena Silva
Keywords :
Mobilidade
Fronteira
Território
Territorialidade
Identidade
Disciplines :
Anthropologie
Geographie
Histoire
Abstract :
O presente trabalho de pesquisa trata da mobilidade em zona de fronteira, tendo como referencial os grupos indígenas da Amazônia brasileira, em especial, os Palikur na fronteira entre o Brasil (Amapá) e a França (Guiana Francesa). Tem-se por objetivo principal analisar a dinâmica da mobilidade dos Palikur do baixo Oiapoque, na fronteira franco-brasileira, entre os anos de 1996 a 2016. A mobilidade aqui é pensada como a capacidade de o indígena se movimentar e fazer mover tradição e cultura pelo próprio território. Em razão da fronteira existente neste local da Amazônia, o fundamento central é que as movimentações territoriais indígenas, estando relacionadas a aspectos de ordem política, econômica, social e cultural, suplantam o limite jurídico imposto. A partir deste viés, a fronteira é pensada como elemento motivador de novas territorialidades. Através de uma pesquisa do tipo exploratória de caráter qualitativo, os estudos serão realizados a partir de uma estratégia metodológica de etapas interdependentes, que se desenvolvem, primeiramente, com a pesquisa bibliográfica e documental e, posteriormente, com a realização do trabalho de campo, pelo emprego da técnica da observação, bem como da aplicação de entrevistas pela interação grupal (grupo focal). Como resultados mais relevantes, o trabalho busca apresentar estudos inovadores e abrangentes, sobre a mobilidade indígena, no contexto fronteiriço, por abarcar territorialidades motivadas por elementos que inauguram outras alterações às relações territoriais vividas pelos grupos, sobretudo, quando o ponto de convergência são as fronteiras externas da Amazônia brasileira.